
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por intermédio da 2ª Promotoria de Justiça de São Raimundo Nonato, realizou audiência extrajudicial na última segunda-feira (13) para debater estratégias de enfrentamento ao abandono de animais no município. O encontro, mediado pelo promotor de Justiça Romerson Maurício de Araújo, teve como foco a integração entre o poder público e a sociedade civil.
Durante a audiência, representantes de entidades protetoras relataram a precariedade da situação local, marcada pelo alto índice de animais doentes e vulneráveis nas ruas. Segundo as organizações, o resgate e o cuidado têm sido mantidos majoritariamente por voluntários com recursos próprios, diante da ausência de suporte estruturado da prefeitura. Falhas em programas de castração anteriores e a inexistência de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) plenamente funcional foram apontadas como os principais entraves.
O promotor Romerson Araújo enfatizou que a solução para a problemática exige mais do que ações isoladas, com medidas emergenciais e políticas públicas estruturantes e permanentes. Ele também defendeu uma atuação integrada para que o município apresente soluções efetivas.
Como resultado da reunião, o MPPI determinou que a gestão municipal apresente informações detalhadas sobre as providências adotadas até o momento e avalie viabilidades de apoio às entidades locais. Uma nova rodada de diálogo institucional será agendada para consolidar o plano de ação.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Ana Carla Ribeiro, reconheceu a urgência das demandas e manifestou abertura para parcerias, ressaltando a necessidade de observar os requisitos legais para a formalização de convênios.
Participaram também da audiência representantes das entidades Acolher, Fazer o Bem, Eliane Soares, e da Associação Amigos dos Animais de São Raimundo Nonato (AMA), Jucyra Macedo.