Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias se aproxima da máxima histórica. O nível foi de 49,7% em janeiro, levemente atrás de julho de 2022, quando atingiu 49,9%, o pico da série estatística, iniciada em janeiro de 2005.
O Banco Central calcula o nível de endividamento das famílias com base na RNDBF (Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias). O indicador mede a disponibilidade do dinheiro nas mãos da população brasileira. É como um termômetro que mede a força do bolso das famílias.
O endividamento das famílias foi de 49,7% pelo 3º mês consecutivo. A persistência da taxa em patamar elevado resultou em preocupações do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estuda propostas antes das eleições para melhorar as condições financeiras das famílias.
A autoridade monetária reúne informações sobre ganhos financeiros com trabalho, ajudas do governo, rendas de aluguel, por exemplo, e desconta o pagamento de tributos. O que sobra é a renda disponível.
Para obter o endividamento das famílias, o Banco Central calcula a relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias no mês de referência e a renda disponível acumulada em 12 meses.
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, disse na 2ª feira (30.mar.2026) que o indicador é uma métrica macroeconômica que utiliza como base todo o saldo da dívida com o sistema financeiro nacional das pessoas físicas e divide por uma estimativa de renda pública anual.