Economia Economia
Endividamento das famílias se aproxima da máxima histórica, diz BC
Nível foi de 49,7% em janeiro, atrás somente de julho de 2022, quando atingiu 49,88%; comprometimento de renda foi recorde
01/04/2026 07h28 Atualizada há 5 meses
Por: Portal SRN Fonte: Poder 360
Imagem: Reprodução

Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias se aproxima da máxima histórica. O nível foi de 49,7% em janeiro, levemente atrás de julho de 2022, quando atingiu 49,9%, o pico da série estatística, iniciada em janeiro de 2005.

O Banco Central calcula o nível de endividamento das famílias com base na RNDBF (Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias). O indicador mede a disponibilidade do dinheiro nas mãos da população brasileira. É como um termômetro que mede a força do bolso das famílias.

O endividamento das famílias foi de 49,7% pelo 3º mês consecutivo. A persistência da taxa em patamar elevado resultou em preocupações do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estuda propostas antes das eleições para melhorar as condições financeiras das famílias.

Continua após a publicidade

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS

A autoridade monetária reúne informações sobre ganhos financeiros com trabalho, ajudas do governo, rendas de aluguel, por exemplo, e desconta o pagamento de tributos. O que sobra é a renda disponível.

Para obter o endividamento das famílias, o Banco Central calcula a relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias no mês de referência e a renda disponível acumulada em 12 meses.

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, disse na 2ª feira (30.mar.2026) que o indicador é uma métrica macroeconômica que utiliza como base todo o saldo da dívida com o sistema financeiro nacional das pessoas físicas e divide por uma estimativa de renda pública anual.