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Crise velada no PT do Piauí expõe disputa entre Rafael Fonteles e Wellington Dias
Em evento recente em frente à Assembleia Legislativa do Piauí, os dois apareceram juntos e negaram rompimento.
02/03/2026 11h53
Por: Portal SRN Fonte: Por Weslley Moreira
Foto: Yala Sena/Cidadeverde.com

Apesar das declarações públicas de harmonia, os sinais de desgaste entre o governador Rafael Fonteles (PT) e o ministro Wellington Dias (PT) indicam uma disputa interna cada vez mais evidente no comando político do Piauí.

Em evento recente em frente à Assembleia Legislativa do Piauí, os dois apareceram juntos e negaram rompimento. No entanto, nos bastidores, a divergência sobre a formação da chapa majoritária — especialmente a escolha do vice-governador — revela que a unidade do grupo está longe de ser consenso.

Discurso de união, prática de disputa

Embora o governador tenha afirmado que a possibilidade de rompimento é “zero”, aliados admitem que há tensão crescente dentro do partido. A disputa por espaços estratégicos na chapa tem gerado desconforto entre lideranças da base e alimentado incertezas sobre o futuro da aliança.

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O ministro, por sua vez, tem defendido que o projeto partidário esteja acima de lideranças individuais — declaração interpretada por interlocutores como um recado direto ao Palácio de Karnak.

Interesses políticos em jogo

A sucessão e o controle político do grupo governista são vistos como pano de fundo da crise. Enquanto Rafael busca consolidar sua liderança e ampliar autonomia, Wellington mantém forte influência sobre setores históricos do PT e aliados tradicionais.

A tentativa de minimizar o embate em público contrasta com a movimentação intensa nos bastidores. Lideranças de partidos da base já demonstram preocupação com a falta de definição clara sobre os rumos da chapa.

Racha negado, tensão mantida

Embora ambos insistam no discurso de diálogo, o cenário aponta para um ambiente de disputa interna que pode impactar diretamente o cenário eleitoral.

A fotografia de unidade pode até existir, mas a política real segue marcada por interesses, articulações e competição por protagonismo dentro do próprio grupo governista.