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Piauí liderou desemprego no país em 2025, apesar de Brasil registrar menor taxa da série histórica
De acordo com o levantamento, o Piauí encerrou 2025 com taxa média anual de desocupação de 9,3%, a mais elevada entre todas as unidades da federação.
24/02/2026 07h25 Atualizada há 6 meses
Por: Portal SRN Fonte: Geografia Panorâmica
Imagem: Geografia Panorâmica

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa média anual de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na sexta-feira (20), a taxa de desocupação caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025.

Apesar do resultado positivo no cenário nacional, os números revelaram fortes desigualdades regionais — e o Piauí apareceu no topo do ranking com a maior taxa de desemprego do país.

Piauí registrou a maior taxa do Brasil

De acordo com o levantamento, o Piauí encerrou 2025 com taxa média anual de 9,3%, a mais elevada entre todas as unidades da federação. O índice colocou o estado à frente da Bahia e de Pernambuco (ambos com 8,7%) e do Amazonas (8,4%).

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O dado reforçou o cenário desafiador do mercado de trabalho piauiense e evidenciou a distância em relação à média nacional, que ficou em 5,6%.

Diferença entre estados chegou a 7,1 pontos percentuais

Enquanto o Piauí liderou negativamente o ranking, Mato Grosso apresentou a menor taxa do país: 2,2%. Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%) também figuraram entre os melhores resultados.

A diferença entre o maior e o menor índice estadual chegou a 7,1 pontos percentuais, evidenciando a forte desigualdade territorial nas condições de emprego no Brasil.

Nordeste concentrou os maiores índices

Regionalmente, o Nordeste reuniu os piores desempenhos, com cinco estados registrando taxas acima de 8%. O cenário contrastou com o Sul e parte do Centro-Oeste, onde se concentraram os menores índices de desocupação.

Mato Grosso, por exemplo, vinha consolidando trajetória de queda desde 2022 e alcançou, em 2025, o menor patamar de toda a série histórica.

Sudeste e Norte apresentaram contrastes internos

No Sudeste, os números mostraram um quadro heterogêneo. São Paulo (5,0%) e Minas Gerais (4,6%) ficaram abaixo da média nacional, enquanto o Rio de Janeiro registrou 7,6%, destacando-se negativamente na região.

Já no Norte, os contrastes também foram evidentes. Rondônia (3,3%) e Tocantins (4,7%) apresentaram resultados mais favoráveis, enquanto Amazonas (8,4%) e Amapá (7,9%) figuraram entre as taxas mais altas.

Média nacional escondeu realidades distintas

O mapa da desocupação de 2025 demonstrou que, embora o Brasil tenha vivido o melhor momento da série histórica em termos de média nacional, a recuperação não ocorreu de forma uniforme.

Estados como Mato Grosso e Santa Catarina se aproximaram de um cenário de baixa desocupação, enquanto o Piauí e outros estados nordestinos ainda enfrentaram desafios estruturais significativos no mercado de trabalho.

O retrato reforça a necessidade de políticas públicas regionalizadas, capazes de enfrentar as desigualdades e estimular a geração de emprego e renda de acordo com as especificidades de cada território.

 
 
 
 
 
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