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Brasil Salário mínimo

Ministério da Economia anuncia aumento do salário mínimo para 2022; Reajuste maior que o esperado

O salário mínimo foi reajustado apenas pela inflação desde o ano passado, com base na projeção do INPC.

17/09/2021 às 18h29
Por: Portal SRN Fonte: Rede Brasil News
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Imagem: reprodução
Imagem: reprodução

O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira, 16, o aumento de 6,2% para 8,4% para a projeção de inflação de 2021 medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Esse indicador é a base para o cálculo do reajuste do salário mínimo de acordo com a inflação. Portanto, se o aumento for confirmado, o salário mínimo deve subir para R$ 1.192,40 no próximo ano. O rendimento é R$23,4 maior do que o esperado pelo governo federal em seu Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2022. No projeto, o novo salário mínimo foi de R$ 1.169.

Essa previsão pode mudar ao longo do ano, com base nas projeções de aumento de preços.

Neste ano, o salário mínimo não voltou à inflação em 2020. O governo aplicou a correção de 5,26%, mas o INPC foi superior a isso, 5,45%. Para não afetar o poder aquisitivo dos trabalhadores, o piso salarial deveria ter sido reajustado para R$1.102 em vez de R$1.100. Bruno Funchal, secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, disse no mês passado que os R$ 2 restantes serão recompensados pelo governo no final de 2021, no momento do envio da Medida Provisória que vai reajustar o mínimo em 2022.

Nenhum aumento real

O salário mínimo foi reajustado apenas pela inflação desde o ano passado, com base na projeção do INPC. Portanto, não houve “aumento real”, o que significa que os trabalhadores não ganham poder aquisitivo. A renda cresce, mas os produtos também.

Até 2019, a política de reajustes levava em conta a inflação do ano anterior, medida pelo INPC, mais o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

Assim, a legislação garantiu que o piso nacional sofreria um aumento real, acima da inflação, sempre que o país tivesse um aumento econômico.

Por causa da mudança na lei, o governo de Jair Bolsonaro optou por ressar o lixo apenas das perdas.

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