Cidades São Raimundo Nonato
Falta de água se repete e população cobra respostas da Águas do Piauí no Sul do Estado
Segundo relatos da população, a interrupção no fornecimento de água é constante, chegando a durar vários dias seguidos em alguns bairros e municípios.
09/02/2026 08h27 Atualizada há 4 meses
Por: Portal SRN
Imagem: Reprodução

Moradores de São Raimundo Nonato, Bonfim do Piauí, Várzea Branca, Coronel José Dias e São Lourenço do Piauí voltaram a enfrentar a falta de água neste domingo, 8 de fevereiro, após uma parada emergencial no sistema de abastecimento, informada pela empresa Águas do Piauí.

O problema, no entanto, está longe de ser pontual. Segundo relatos da população, a interrupção no fornecimento de água é constante, chegando a durar vários dias seguidos em alguns bairros e municípios. A recorrência das falhas tem causado revolta, prejuízos às famílias e dificuldades básicas no dia a dia, especialmente para quem depende da água para atividades essenciais.

Moradores afirmam que a sensação é de abandono. “Não é a primeira vez e não será a última”, dizem. A cada nova paralisação, a explicação oficial se repete, mas soluções definitivas nunca chegam. Enquanto isso, a população segue improvisando, armazenando água quando pode ou recorrendo a alternativas caras, como carros-pipa.

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O desgaste aumenta diante das promessas políticas recorrentes, especialmente em períodos pré-eleitorais. Discursos sobre grandes projetos, captação de água em outros locais e investimentos estruturantes voltam à tona, mas raramente saem do papel. Para muitos moradores, essas promessas servem mais como instrumento eleitoral do que como compromisso real com a população.

Há também críticas sobre o direcionamento desses projetos, com questionamentos sobre quem realmente se beneficia das obras anunciadas. A percepção popular é de que, enquanto discursos são feitos, o problema real continua sem solução, e o eleitor volta a ser lembrado apenas durante campanhas.

Diante desse cenário, cresce a cobrança por transparência, planejamento e responsabilização. A população espera que a Águas do Piauí e os agentes públicos envolvidos apresentem explicações claras e, sobretudo, medidas concretas para garantir o acesso contínuo à água — um direito básico que, para milhares de piauienses, ainda segue sendo tratado como privilégio.

Enquanto isso não acontece, o sentimento predominante é de cansaço, indignação e descrédito. A água falta, as promessas sobram e a conta, mais uma vez, fica para quem depende do serviço todos os dias.

 

 
 
 
 
 
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