Os Correios vão levar imóveis de sua propriedade em todo o país à venda para arrecadar recursos que ajudem a cobrir o rombo da estatal, previsto para chegar a R$ 9 bilhões neste ano.
A previsão é de que, com a alienação de 60 propriedades, a empresa levante R$ 1,5 bi até dezembro.
Os primeiros leilões já foram marcados para os dias 12 e 26 de fevereiro. Os certames serão digitais e abertos a pessoas físicas e jurídicas.
O portfólio é diversificado e incluí apartamentos funcionais, terrenos, galpões, lojas, prédios administrativos e antigos complexos funcionais.
Os preços variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões.
Serão levados a pregão 21 imóveis, nos estados da Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. De acordo com a estatal, são estabelecimentos ociosos ou subutilizados.
O presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, afirmou à coluna que a empresa busca "recuperar liquidez, recuperar receitas e controlar despesas" para tentar superar o déficit.
Neste ano, a estimativa de receitas é de R$ 17 bilhões e a de despesas, de R$ 26 bilhões.
"Vamos piorar antes de melhorar", afirma o economista, prevendo que no próximo ano será possível equilibrar a empresa.
A estatal afirma que a iniciativa "integra o conjunto de medidas estratégicas para reorganizar sua estrutura financeira, reduzir custos fixos e recompor a capacidade de investimento".
Os recursos do leilão, diz, serão direcionados ao fortalecimento das operações, à modernização da infraestrutura logística, ao e-commerce, a novos negócios e à "sustentabilidade de longo prazo da estatal".
As informações sobre os leilões, com descrição e fotos dos lotes e cronograma estão disponíveis nos links https://www.imovelcorreios.com.br/ e https://correios.vipleiloes.com.br/.