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Piauí registra pela primeira vez fósseis de pterossauros
Achado em Simões amplia o mapa desses répteis voadores no Brasil e reforça o valor científico do estado
04/01/2026 14h47 Atualizada há 8 meses
Por: Portal SRN Fonte: Alepi
Imagem: Alepi

Pesquisadores identificaram, pela primeira vez, fósseis de pterossauros no Piauí, descoberta que amplia o registro paleontológico do estado e reposiciona a região no mapa das pesquisas sobre répteis voadores pré-históricos no país.

O Piauí passou a integrar oficialmente a lista de áreas brasileiras com registros de pterossauros. A identificação inédita dos fósseis ocorreu a partir de material coletado em 2020 na localidade de Capim Grande, no município de Simões, pelo professor e pesquisador Paulo Victor de Oliveira, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Segundo o pesquisador, o achado confirma a presença desses répteis voadores em território piauiense e amplia a distribuição geográfica conhecida do grupo no Brasil. Os fósseis correspondem a duas falanges de asas — uma pertencente a um indivíduo jovem e outra a um exemplar adulto — características suficientes para confirmar a identificação do animal.

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A pesquisa também revelou diferenças marcantes entre os contextos geológicos do estado. De acordo com Paulo Victor, materiais encontrados na região de Picos remontam a cerca de 380 milhões de anos, enquanto os fósseis de pterossauro identificados em Simões têm aproximadamente 100 milhões de anos, indicando ambientes antigos muito distintos dos atuais.

Os pterossauros viveram milhões de anos antes das aves modernas e são considerados os primeiros vertebrados a desenvolver voo ativo. Diferentemente das aves, suas asas eram formadas por uma membrana sustentada por um dedo extremamente alongado, uma adaptação singular na história evolutiva dos vertebrados.

Até então, os principais registros desses animais no Nordeste estavam concentrados na Bacia do Araripe, especialmente no estado do Ceará. A descoberta em Simões, segundo os pesquisadores, amplia esse cenário e insere o Piauí entre as áreas estratégicas para o avanço dos estudos paleontológicos no Brasil.