O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo até o fim de fevereiro. Apesar de apelos de lideranças petistas, ele tem insistido que não pretende se candidatar a nenhum cargo eletivo. Sua ideia seria coordenar a campanha de Lula à Presidência da República.
Nesta posição, diz a interlocutores, ele poderia fazer a defesa do governo do qual é até agora a figura central. Em sua gestão, a economia era vista como o maior problema do país por 22% dos brasileiros, percentual que caiu para 11% neste mês, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.
Haddad já conversou com Lula sobre a saída, e o presidente, segundo integrantes do PT, teria aceitado a possibilidade. O ministro já sugeriu até um nome para sucedê-lo: o do secretário-executivo do ministério, Dario Durigan.
Lideranças do partido, no entanto, dizem preferir que o ministro concorra ao governo estadual ou ao Senado por São Paulo. Afirmam que seria um desperdício e até mesmo um problema ele não se candidatar, já que é um dos nomes mais conhecidos da legenda, com capacidade de puxar votos.
Uma das prioridades do partido e de Lula é eleger um número grande de senadores em 2026 para tentar barrar a formação de uma maioria de direita no parlamento. Além disso, um bom desempenho em São Paulo é considerado crucial para que o presidente consiga se reeleger em 2026. Neste contexto, a candidatura de Haddad seria fundamental.