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Encontro de Rafaell Fontelles e Lula revela estratégias para 2022: o popular, o 'novo' e o técnico

Poderia ser apenas mais um encontro casual de petistas, mas com a presença do governador Wellington Dias, é o pontapé real e oficial para as eleições de 2022.

31/05/2021 às 13h17
Por: Weslley Moreira Fonte: 180graus
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Imagem: reprodução
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O secretário de Fazenda do Piauí, Rafaell Fontelles, almoçou com o ex-presidente Lula neste final de semana, em São Paulo. Poderia ser apenas mais um encontro casual de petistas, mas com a presença do governador Wellington Dias, é o pontapé real e oficial para as eleições de 2022.

Parte da estratégia a ser utilizada na campanha de 2022 para o Governo do Piauí fica exposta com o encontro. Usar a popularidade de Lula, utilizar o perfil técnico e o discurso da 'novidade', serão algumas táticas usadas pela chapa da situação para tentar se manter no poder por mais quatro anos.

"Eu e Rafael tivemos a oportunidade de uma boa conversa com ele. Lula está muito focado na agenda do povo e do Brasil. Quando o momento for oportuno, estará no Nordeste para alguns compromissos. Seguimos juntos", comentou o governador Wellington Dias.

A forcinha de Lula

Principal concorrente em 2022, e até agora autodeclarado, o senador Ciro Nogueira jamais imaginava que Lula poderia disputar as eleições presidenciais em 2022. Por conta disso, se alinhou a Bolsonaro, tentou se aproveitar de uma popularidade momentânea e extrair o máximo que pôde para o Piauí.

O problema é que no cenário atual, Bolsonaro patina na impopularidade enquanto Lula é apresentado como a esperança do Brasil, mesmo lema usado em 2002, na sua primeira campanha vitoriosa.

Desde 2002, o PT sempre teve um favoritismo nas eleições no Piauí, especialmente nas camadas mais humildes, que foi decisivo na escolha de candidatos da esquerda. 

Rafaell Fonteles vai se aproveitar justamente desta vantagem para se beneficiar, a mesma que elegeu Wellington Dias quatro vezes no primeiro turno.

Um candidato técnico

"Conversamos sobre o Piauí e o Brasil, inclusive sobre a necessidade de uma Reforma Tributária que torne o nosso sistema mais simples e justo", postou Rafael na legenda da foto com Lula. Isso mostra um pouco da linguagem do secretário, que inclusive é Conselho Nacional dos Secretários de Fazenda.

Filho do ex-deputado federal Nazareno Fonteles (PT), Rafael era conhecido como um menino prodígio durante a sua adolescência, chegando a ganhar vários prêmios internacionais. Um gênio dos números, assumiu a Sefaz com 30 anos, um dos mais jovens na função.

Rafaell é o cara dos números e seu discurso é sobre a estabilidade econômica do Piauí, a capacidade de crescimento e as oportunidades de desenvolvimento. Num momento de instabilidade econômica, é tudo que o eleitor precisa ouvir, mas não só ouvir, precisa da experiência de alguém que há oito anos comanda uma das mais importantes pastas do estado.

Um 'novo' governador, um governador novo

Rafaell nunca foi candidato em eleições, apesar de estar envolvido com a política desde cedo. Um rosto novo numa campanha eleitoral tem suas vantagens e desvantagens. Só o uso do discurso do 'novo' já é capaz de conquistar alguns votos, mesmo que ele este esteja atrelado às velhas políticas.

A desvantagem é o tempo que essa pessoa leva para ser conhecida pelo eleitorado, mas com o advento das redes sociais e da força de vontade do governador Wellington Dias, isso vai ser moleza, já que seu pupilo não desgruda.

Fontelles completou recentemente 36 anos e caso vença a eleição, será empossado com 37 anos e 240 dias mais ou menos. Apesar de jovem para o cargo, ele pode ficar em terceiro lugar no ranking dos mais jovens governadores empossados do Piauí. Chagas Rodrigues foi empossado em 1959 com 36 anos e 137 dias. Já Petrônio Portela foi empossa em 1963 com 37 anos e 164 dias. 

Disputa de titãs

A eleição de 2022 vai ser muito acirrada. Rafaell com Lula e Ciro com Bolsonaro vão entrar numa verdadeira batalha pela busca de votos. Fontelles representa totalmente o oposto de Ciro. Um é situação, outro oposição. Um esquerda, outro direita. Um disputa eleição pela primeira vez, o outro já é um cacique. Um tem o perfil técnico, o outro um verdadeiro líder político. Mais uma vez, o piauiense vai ter que escolher entre os extremos, já que não se fala em terceira via.

 
 
 
 
 
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