Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que seis Estados do Brasil têm mais trabalhadores informais do que formais: Maranhão, Pará, Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará. Todas as unidades da Federação do Norte e do Nordeste registram taxa de informalidade acima da média nacional, que é de 37,8%.
Os percentuais são do 3º trimestre de 2025 e constam na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
A taxa de informalidade é a proporção de trabalhadores que não têm carteira de trabalho assinada e outros direitos trabalhistas, como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário, em comparação com o total de ocupados. Também entram no contingente de informais os empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e os trabalhadores familiares auxiliares.
A taxa do Maranhão é de 57%, com 1,5 milhão de informais entre 2,7 milhões de ocupados.
Leia abaixo as taxas dos demais Estados que têm mais da metade dos trabalhadores em situação informal:
Além destes Estados, há 17 unidades da Federação com taxa acima da média nacional (37,8%). São Paulo (29,3%), Distrito Federal (26,9%) e Santa Catarina (24,9%) têm os menores níveis de informalidade.
Em números absolutos, São Paulo, o Estado mais rico do país, tem o maior contingente de informais: 7,1 milhões de pessoas. A explicação para ter a 3ª menor taxa é o tamanho da população ocupada, que somou 24,3 milhões.
O Brasil registrou 102,4 milhões de pessoas ocupadas no 3º trimestre, sendo que 38,7 milhões são informais. Norte e Nordeste respondem por 41% de toda a população informal do país. O Sudeste tem 15,1 milhões, mas a população ocupada é 44% superior à das duas regiões somadas.