Brasil Aneel
Conta de luz pode ficar mais barata para quem usa energia fora do pico
Hoje, a conta de luz não muda mesmo que o consumo se concentre nos horários de maior geração de eletricidade.
10/11/2025 07h58 Atualizada há 10 meses
Por: Portal SRN Fonte: Uol
Imagem: Reprodução

A conta de luz de parte dos brasileiros pode mudar em 2026. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável por regular e fiscalizar o setor elétrico, estuda uma nova forma de cobrança que leva em conta o horário em que a energia é usada.

A ideia é simples: a eletricidade ficaria mais barata nos períodos do dia em que há muita geração, como o meio do dia e a madrugada, e mais cara nos horários de maior consumo, principalmente no início da noite.

Hoje, a conta de luz das nossas casas não muda mesmo que o consumo se concentre nos horários de maior geração de eletricidade.

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A proposta da agência reguladora é trazer esse sinal de preço, em um primeiro momento, para residências de grande porte, comércios médios e pequenos estabelecimentos industriais.

A proposta está descrita em uma nota técnica, documento usado pela Aneel para apresentar estudos e recomendações antes de abrir uma consulta pública. Nessa etapa, a sociedade pode enviar sugestões antes que a agência decida se a mudança será adotada.

O estudo propõe que consumidores de baixa tensão com consumo acima de 1.000 kWh por mês, como pequenos comércios, indústrias e residências de grande porte, passem automaticamente a ser cobrados pela chamada tarifa branca, também conhecida como tarifa horária.

Essa modalidade já existe desde 2018, mas é opcional e teve adesão muito baixa. Desde 2020, qualquer consumidor pode optar pela tarifa branca, mas poucos sabem disso.

Agora, a Aneel quer inverter a lógica e torná-la o padrão para cerca de 2,5 milhões de unidades consumidoras, o que representa cerca de um quarto do consumo total de eletricidade da baixa tensão.

Baixa tensão é o tipo de fornecimento usado na maioria das casas, comércios e pequenos negócios. É a energia que chega direto pela rede comum das distribuidoras, nas tomadas de 127 ou 220 volts.