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Política EM RELAÇÃO A 2016

Eleições 2020: candidaturas de servidores públicos municipais crescem 10,5%

O número de postulantes com essa ocupação cresceu 10,5% em relação ao pleito de 2016

12/10/2020 09h47 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Metrópoles
Imagem: reprodução
Imagem: reprodução

Servidores públicos municipais aumentaram a participação na disputa por cargos nas eleições de 2020. O número de postulantes com essa ocupação cresceu 10,5% em relação ao pleito de 2016. As informações são do Metrópoles.

Na disputa de novembro, 35.381 funcionários públicos municipais estão disputando alguma vaga, seja para prefeito, vice ou vereador. Na eleição anterior, o número era de 32.012.

A estatística faz parte de um cruzamento de dados do Metrópoles, com base em informações registradas e divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Servidor público municipal é a segunda ocupação mais frequente registrada pelo TSE e representa 6,4% dos candidatos em campanha. A categoria fica atrás somente da dos agricultores, com 37.648 candidatos.

Apesar do grande índice de participação, quando se avalia o panorama para cada cargo, os servidores municipais se destacam como postulantes a vereadores e a vice-prefeitos.

No caso das câmaras municipais, 33.686 empregados públicos disputam uma cadeira. Outros 886 pleiteiam o cargo de vice-prefeito.

A categoria não tem destaque na disputa pelas prefeituras. Neste recorte, empresários, prefeitos (em busca da reeleição) e advogados lideram o ranking de ocupações mais frequentes.

“Base para 2022”

O presidente da Confederação dos Servidores Públicos Municipais (CSPM), Aires Ribeiro, explica que a eleição de vereadores, prefeitos e vices com origem no funcionalismo público constrói uma base para o pleito de 2022.

“Precisamos de uma base para eleger um deputado federal ou um senador. E isso começa com os vereadores. É uma forma de equilibrar esse jogo. Trabalhamos, agora, candidaturas de servidores municipais para ser possível eleger depois deputados estaduais e federais”, defende.

Além de cadeiras no parlamento, os servidores querem influenciar possíveis votos na reforma administrativa. “O servidor público é a base do deputado no município. Reduzir essa presença elegendo servidores é um recado muito forte”, conclui.

A eleição

O calendário inicial definido pelo TSE previa o primeiro turno em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro. Contudo, o Congresso aprovou o adiamento do primeiro turno para 15 de novembro. O segundo será em 29 de novembro.

O TSE divulgou uma série de medidas sanitárias para que a votação ocorra em segurança mesmo durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

De acordo com o protocolo, todas as seções eleitorais terão álcool em gel para limpeza das mãos dos eleitores, antes e depois da votação, e o uso da máscara será obrigatório.

Uma das principais mudanças é o horário da votação, que foi estendido em uma hora e será das 7h às 17h. No entanto, o horário das 7h às 10h é preferencial para maiores de 60 anos.

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