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Câmara cria 200 cargos para o STF ao custo de mais de R$ 7,8 mi ao ano
Foram 209 votos a favor 165 contra; projeto foi enviado ao Congresso pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso
09/07/2025 07h41
Por: Portal SRN Fonte: Agência Câmara de Notícias
Imagem: Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira (8) o texto-base do projeto de lei que cria 160 funções comissionadas de nível FC-6 para o STF (Supremo Tribunal Federal), incluindo um apenso que dispõe sobre mais 40 cargos de técnico judiciário de agente da polícia judicial. Ficaram para esta 4ª feira (9.jul) a votação dos destaques que podem alterar pontos da proposta.

Os deputados aprovaram um substitutivo do relator, o deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), ao PL (Projeto de Lei) 769/24, apresentado pelo STF. Ao projeto, foi apensado um segundo texto, o PL 2069/25.

Segundo o projeto, o custo estimado com da medida é de pelo menos R$ 7,78 milhões em 2025, e de R$ 7,81 milhões em 2026, considerando o pagamento do 13º salário e das férias para as 160 funções comissionadas. A Câmara não informou, no entanto, o custo total, incluindo os 40 cargos de técnico judiciário de agente da polícia judicial.

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As despesas de criação dos cargos serão bancadas pelas dotações orçamentárias do STF no Orçamento da União. A criação das funções comissionadas se dará em 2025 e nos anos seguintes, com observância do quadro específico do anexo da LOA (Lei Orçamentária Anual), além de depender de autorização expressa na respectiva LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

CRÍTICAS 

A votação do projeto provocou debates intensos na Casa, com críticas à direita e à esquerda.

Apesar das críticas, congressistas do PL, do Psol e do PSD votaram a favor da criação dos cargos. No PL, partido crítico à atuação do STF, 6 dos 71 deputados votaram a favor:

Já no Psol, dos 11 deputados, 3 se abstiveram, 2 votaram contra, e 6 a favor. Foram eles:

No PT, dos 52 deputados, só 3 votaram contra o projeto: Leonardo Monteiro (PT-MG), Marcon (PT-RS) e Natália Bonavides (PT-RN).

DEFESA DO PROJETO

O deputado Tadeu Veneri (PT-PR), que votou a favor do projeto, disse que o discurso de alguns deputados é contraditório por criticarem o aumento de cargos do STF, mas concordarem com a ampliação de 513 para 531 deputados. “Se queriam não aumentar despesa, deveriam ter votado aqui, até para dar o exemplo, contra o aumento do número de deputados”, declarou.

O relator disse que a aprovação do projeto contribuirá para uma ação cada vez mais efetiva do tribunal. “Um Judiciário eficiente, moderno e comprometido com a prestação jurisdicional de excelência é essencial para a garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos e para a manutenção do Estado Democrático de Direito”, afirmou Stélio Dener.

Em 25 anos, houve apenas outros 3 projetos de aumento de cargos e vantagens para o STF (em 2004, em 2012 e em 2013), segundo Dener. “Há 12 anos não decidimos aqui nesta Casa qualquer aumento de cargo no STF”, disse.