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Juiz que soltou homem que quebrou relógio do Planalto diz que errou
Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro citou um erro de cadastramento no processo de mecânico condenado pelo STF em caso do 8 de Janeiro
24/06/2025 07h27 Atualizada há 12 meses
Por: Portal SRN Fonte: Poder 360
Imagem: Reprodução

O juiz que mandou soltar o acusado de destruir um relógio histórico do século 17 durante o 8 de Janeiro prestou depoimento na segunda-feira (23) à PF (Polícia Federal).

Na oitiva, Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia, declarou que, por causa de um erro de cadastramento, cometeu um “equívoco” ao mandar soltar o mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado a 17 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pela participação na invasão ao Palácio do Planalto. Leia a íntegra da decisão da soltura (PDF – 128 kB).

Depois de tomar conhecimento da decisão, o ministro da Corte Alexandre de Moraes, relator do caso, ordenou que o mecânico voltasse para a prisão e determinou a abertura de uma investigação contra o magistrado. Moraes disse que o juiz não tinha competência legal para determinar a soltura.

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Ribeiro afirmou à PF que o sistema eletrônico cadastrou o processo de Ferreira como se fosse de origem da própria vara. Dessa forma, segundo ele, não estava identificado que o processo era oriundo do STF.

“O magistrado classificou tal equívoco como lamentável e afirmou que o erro cadastral o levou a crer que estaria atuando em um processo de sua competência, caso contrário, jamais teria decidido”, diz trecho do depoimento.

O juiz declarou que não quis afrontar o STF. “O magistrado reforça que nunca teve intenção de afrontar ou usurpar a competência de quem quer que seja, de tribunal de justiça ou de tribunal superior. Reiterou, por fim, que respeita todas as instituições e que jamais teria decidido se soubesse que a competência não era sua”, lê-se no depoimento.