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Municípios desrespeitam regulação e potencializam lotação em hospital

O problema voltou a acontecer durante o final de semana.

08/09/2020 07h06
Por: Redação Fonte: Cidadeverde.com
Foto: Ascom/ Sesapi
Foto: Ascom/ Sesapi

De acordo com informações do boletim de leitos divulgado pela Secretaria de Saúde na noite de ontem (06), o Hospital Regional Tibério Nunes registra lotação elevada no que diz respeito aos leitos clínicos destinados à pacientes em tratamento da Covid-19. Dos 26 disponíveis, 25 estão ocupados. 

Em relação aos leitos de UTI, a taxa de ocupação também é considerada alta. Dos 20 leitos de UTI disponíveis no Hospital Tibério Nunes. 15 estão ocupados, de acordo com o boletim da Sesapi. 


Situação também é comum em outros hospitais

A situação enfrentada pelos profissionais do Hospital Regional Tibério Nunes também se repete em outros hospitais regionais do Estado. A informação foi confirmada pela gerente do Complexo Regulador Estadual, Luciane Formiga. 

"O principal prejuízo para a instituição é que para receber um paciente é preciso estar organizada com leitos e com condições de prestar assistência. Se o paciente vai de forma desorganizada, prejudica a assistência. Quando o paciente é regulado, ele é referenciado para o lugar certo. Por exemplo, nem sempre o paciente que vai para Floriano de forma espontânea nem sempre sabe se lá é o local adequado, que possui a assistência que ele ia precisar. Às vezes, ele faz uma ida desnecessária e perde tempo, podendo ir direto ao local que a assistência seria direcionada", explicou. 

A gerente do Complexo Regulador Estadual também explica que os hospitais que funcionam como 'porta aberta' possuem um percentual destinado ao atendimento de demanda espontânea, ou seja, pacientes que não passaram pelo sistema de regulação. Segundo ela, em alguns casos, como em Floriano, esse percentual está sendo desrespeitado. 

Nos próximos dias, os gestores municipais de saúde vão ser notificados e devem ser chamados para receber orientações sobre a obrigatoriedade da regulação de pacientes. "Nós vamos ver com os diretores dos hospitais quais são os casos e em quais municípios, para a gente trabalhar pontualmente. Essa orientação sempre foi dada, a gente faz isso desde que começamos a trabalhar a regulação no Estado do Piauí. Todos os municípios sabem da orientação. Se estão desobedecendo, é por responsabilidade própria e não por desconhecimento", destacou Luciane Formiga.