
A declaração ocorreu durante entrevista ao rapper Mano Brown no podcast “Mano a Mano”, gravada no último dia 15 e publicada nesta quinta-feira (19).
"Quando sai uma denúncia de corrupção no meio do meu governo, é normal que no primeiro momento as pessoas pensem que foi no governo Lula, porque foi nós que descobrimos. Cabe a gente então dizer, em alto e bom som, porque é que aconteceu aquela corrupção. Quem foi que fez aquilo? Quem é a quadrilha que estava por detrás disso?", disse.
Em outro momento da entrevista, Lula ressaltou o argumento de que foi a gestão petista que descobriu o esquema, que teria tido início no governo anterior.
"Quem descobriu foi a CGU [Controladoria-Geral da União], quem descobriu foi a Polícia Federal e ela descobriu no meu governo, porque no governo passado não tinha como descobrir, porque foram eles que criaram. E é isso que nós queremos provar com as investigações corretas", afirmou.
"Cabe a nós explicarmos para a sociedade os fatos como eles são. Se nós não estivéssemos no governo, certamente isso poderia não ser descoberto. Então, nós vamos descobrir independentemente de no primeiro momento a pessoa falar 'mas foi no governo do Lula'. Foi no governo do Lula que foi descoberto a maracutaia do governo Bolsonaro", continuou Lula.
O presidente disse ainda que o Executivo vai "assumir a responsabilidade" e ressarcir as vítimas dos descontos associativos indevidos "o mais rápido possível".
"Nós suspendemos as entidades, suspendemos os descontos na folha. Estamos investigando estas pessoas. Essas pessoas certamente serão presas. Certamente as entidades que cometeram erros vão ter que perder o seu patrimônio. Vamos utilizar esse patrimônio para pagar os aposentados. Como a gente não pode esperar, nós vamos antecipar o pagamento dos aposentados. Nós vamos assumir a responsabilidade de pagar e vamos pagar o mais rápido possível", declarou.
Em 23 de abril, uma operação realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que sindicatos e entidades associativas teriam cobrado indevidamente de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024.
Na última sexta-feira (13), o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que a pasta já recebeu 3,1 milhões de solicitações de revisão relacionadas à cobrança não autorizada de mensalidades por parte de entidades associativas.
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