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Operação da PF que afastou governador do Rio faz buscas no PSC de Teresina

partido é presidido pelo advogado Valter Alencar, que é pré-candidato a prefeito de Teresina.

28/08/2020 09h27
Por: Redação
Imagem: reprodução
Imagem: reprodução

A operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (28) que  afastou, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ ), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), do cargo, tem repercussão em Teresina. A sede do PSC do Piauí é alvo da operação. 

O partido é presidido pelo advogado Valter Alencar, que é pré-candidato a prefeito de Teresina, e foi assessor de Wilson Witzel. Neste momento, os policiais estão na sede do portal Clube Sat na avenida Frei Serafim, na capital. A ação dos policiais é acompanhado por uma equipe da fiscalização de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí.

De acordo com a Polícia Federal, a operação de hoje TRIS IN IDEM tem o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos, especialmente em contratos firmados para gestão de saúde e para o combate à pandemia da COVID-19. Também foram identificados atos de lavagem de dinheiro por parte da organização.

Além do Rio de Janeiro e Piauí, os policiais cumprem mandados em Alagoas, Espírito Santo, Sergipe, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. São seis mandados de prisão preventiva, dez mandados de prisão temporária, e 82 mandados de busca e apreensão. Também existem ações de cooperação policial internacional com medidas sendo cumpridas no Uruguai.

A operação de hoje decorre da Operação Placebo, deflagrada no mês de maio deste ano a partir de elementos colhidos na Operação Favorito, da PF, no mesmo mês, voltada para apurar atos de corrupção na prestação de serviços de implantação de leitos em Hospitais de Campanha e no fornecimento de ventiladores pulmonares e medicamentos.

Com o prosseguimento das investigações, novos elementos de prova foram obtidos, e fundamentaram a representação por novas medidas cautelares junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na operação, participam aproximadamente 380 Policiais Federais que recebe o apoio da Procuradoria Geral da República e da Receita Federal.

Além dos mandados, foram determinadas, pela Justiça, outras medidas diversas da prisão, tais como suspensão do exercício de função pública, proibição de contatos e de acesso a determinados locais.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, da Lei 12.850/2013; peculato, corrupção ativa e corrupção passiva, previstos no Código Penal Brasileiro; e "lavagem de dinheiro", da Lei 9.613/1998.