Mesmo após firmar um acordo para quitar parte de uma dívida bilionária com o Postalis, os Correios voltaram a atrasar repasses ao fundo de pensão dos seus funcionários.
A gestão de Fabiano Santos da Silva na presidência da estatal acumula aproximadamente R$ 120 milhões em débitos, referentes a 2 planos previdenciários. Os atrasos já somam 2 meses completos, segundo o Postalis.
Eis os planos e os valores devidos em cada um deles, segundo fontes do fundo:
Funcionários lotados na diretoria econômico-financeira da estatal confirmaram, sob condição de anonimato, os valores.
Em 2023, os Correios firmaram um contrato de confissão de dívida com o Postalis, no valor de R$ 7,6 bilhões, para cobrir metade do rombo do plano de benefício definido, encerrado para novos participantes em 2008. Os pagamentos mensais são de aproximadamente R$ 30 milhões.
A outra metade do déficit, estimado em R$ 15 bilhões, ficou sob responsabilidade dos funcionários, aposentados e pensionistas da estatal, com descontos feitos diretamente em folha.