O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, determinou novas regras para o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Dentre as mudanças, estão o encarecimento de compras no cartão internacional e as novas taxas em operações de crédito por empresas.
O objetivo é elevar taxas para arrecadar mais e dar fôlego às contas públicas. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma frustração em receitas que contava para fechar os cálculos do ano.
Isso significa que a gestão do petista teve que achar novas soluções para colocar dinheiro nos cofres públicos e compensar a alta nos gastos. A escolha da vez foi o aumento das taxas do IOF.
A expectativa é de R$ 20,5 bilhões nos cofres públicos só em 2025. Para 2026, o impacto estimado é de R$ 41,0 bilhões.
A equipe econômica tem um histórico de exagerar projeções relacionadas à arrecadação, como foi observado no voto de qualidade do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais).
Em resumo, as atualizações no IOF vão mexer com eixos centrais: quem faz operação com câmbio (moeda estrangeira) e quem é empresário.
CARTÃO INTERNACIONAL
O tributo nessas operações estava em 3,38% em 2025 e teria uma redução gradual até 0% em 2028. A equipe econômica determinou que a transição não seria mais realizada e deixou uma taxa fixa de 3,5%.
A medida para o cartão internacional vale para as modalidades de débito, crédito e também dos pré-pagos. Agora deixada de lado, a determinação de redução progressiva do IOF foi realizada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) em 2022.
A taxa fixa determinada por Haddad (3,5%) é menor do que o que se observou em anos anteriores, como os 4,38% de 2024. Mas é maior do que seria visto nos anos seguintes:
Outras categorias de operação de câmbio sentirão as mudanças no IOF feitas pela equipe econômica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Leia um resumo abaixo:
cartões de crédito e débito internacional, incluindo pré-pagos
envio de dinheiro de uma conta do Brasil para o exterior
compra de moeda em espécie
empréstimo externo de curto prazo
transferências relativas a aplicações de fundos no exterior
operações não especificadas