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Greve na saúde começa nesta quinta com protesto em frente ao HGV

O movimento grevista começa a partir das 07h30, com ato de protesto em frente ao Hospital Getúlio Vargas (HGV).

24/06/2020 21h27
Por: Redação Fonte: Cidadeverde.com
Imagem: cidadeverde.com
Imagem: cidadeverde.com

Servidores da Saúde Pública do Piauí (exceto médicos) iniciam uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (25). O movimento grevista começa a partir das 07h30, com ato de protesto em frente ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), e segue em passeata até o Palácio de Karnak, onde farão outro ato.

A greve foi deflagrada na última sexta(19), em assembleia do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde Pública do Piauí (Sindespi), juntamente com o Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Piauí (Senatepi) com apoio do Sinfito, Sinttearpi, Crefito e Coren-PI, representando fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e radiologistas.

Nesta quarta-feira (24) encerrou o prazo de 72 horas para o início da greve e, a partir de amanhã, os hospitais funcionarão com apenas 30% dos trabalhadores. 

Entre as principais reivindicações estão: o não pagamento do adicional de insalubridade de 40%; a baixa qualidade dos Equipamentos de Proteção Individual fornecidos pela Sesapi durante a pandemia de Covid-19; além de diversas denúncias de assédio moral que o sindicato tem recebido de diversas regiões do Estado. 

“Nosso adicional de insalubridade está congelado desde 2007. O governo alega que não tem uma regulamentação e nós exigimos que se providencie, que regulamente a insalubridade dos servidores do Estado. O assédio moral aos servidores é generalizado e contribui para o adoecimento da categoria. Nós reconhecemos a dificuldade do momento com essa pandemia, mas o governo massacra o servidor há muito tempo e não dá mais para aguentar” desabafa a presidente do Sindespi, Geane Sousa.

O presidente do Senatepi, Erick Ricelley, defende que a greve é necessária porque tem reinvindicações urgentes.

“Essa se torna uma das, ou a mais legítima greve que já aconteceu. Primeiro porque estamos lutando por coisas que sequer deveriam que ser pauta de negociação, como EPIs, insalubridade, cumprimento de decisão judicial. É obrigação de todo e qualquer governo garantir isso aos profissionais. Quando os  profissionais  vão para ruas cobrar isso mostra como nós estamos no fundo do poço. Acho que a população está entendendo oque esta acontecendo”, defende.

A falta de transporte também é outro problema que prejudicado os servidores. “Os ônibus estão há mais de 30 dias parados, não tem transporte público. O governo não faz nada e os servidores estão tendo que pagar transporte particular, diminuindo ainda mais seus salários que já estão defasados. Praticamente estão pagando para trabalhar”, acrescenta Geane Sousa.

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