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Novo estudo diz que grupo sanguíneo A aumenta risco de coronavírus

Já as do tipo O tem 35% menos riscos, conforme publicação na revista norte-americana New England Journaul of Medicine (NEJM).

19/06/2020 07h17 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Isto É
Amostra de sangue aguarda testagem para a COVID-19 em um programa de testagem de anticorpos em Birmingham, 5 de junho de 2020 - POOL/AFP
Amostra de sangue aguarda testagem para a COVID-19 em um programa de testagem de anticorpos em Birmingham, 5 de junho de 2020 - POOL/AFP

Um estudo apontou que pessoas do tipo sanguíneo A tem 50% mais chances de necessitar de ajuda respiratória ao ser infectado pelo no coronavírus. Já as do tipo O tem 35% menos riscos, conforme publicação na revista norte-americana New England Journaul of Medicine (NEJM).

O trabalho foi desenvolvido por médicos de sete hospitais italianos e espanhóis, que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Os profissionais constataram que o grupo sanguíneo é um dos agentes que pode agravar o estado de infecção causado pelo vírus.

Quase 2 mil pacientes hospitalizadas nas UTIs com Covid-19 foram comparadas com 2.205 pessoas sem a doença. Após a confrontação, os médicos notaram que o grupo sanguíneo pode ser um fator que aumenta ou diminui as possibilidades de agravamento no estado de saúde.

“Obteve-se em menos de dois meses de toda a informação necessária para avaliar os resultados e compará-los com um grupo de controle de 2.205 indivíduos saudáveis. Assim, identificou-se uma maior frequência de 26 variantes genéticas nos pacientes afetados por insuficiência respiratória em comparação com o grupo controle não infectado, e duas delas em particular, localizadas nos cromossomos 3 e 9, mostraram uma potente associação com a gravidade”, explicam os autores.

“Os resultados deste estudo permitem avançar na identificação dos pacientes de maior risco que necessitarão de internação em UTI, assim como conhecer melhor a fisiopatologia da doença mediante a identificação destes genes implicados”, explica Ricard Ferrer, presidente da Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva, Crítica e Unidades Coronárias (SEMICYUC).

As outras unidades de saúde que participaram do trabalho são a Clínic (Barcelona), o Universitário Ramón y Cajal (Madri) e o Universitário de Donostia (San Sebastián).

“Investigações anteriores haviam indicado que fatores como a idade e doenças crônicas como diabetes e hipertensão, assim como a obesidade, aumentam o risco de desenvolver casos graves de covid-19. Entretanto, esse estudo demonstra a possibilidade de identificar pessoas mais vulneráveis ao desenvolvimento de doença grave com insuficiência pulmonar por causa do coronavírus, segundo suas características genéticas, o que possibilita identificar grupos de risco que necessitem de proteção especial e desenvolver tratamentos personalizados”, disse em nota o Ministério da Ciência da Espanha.

“Este estudo europeu colaborativo foi o primeiro a identificar fatores genéticos que aumentam o risco de desenvolver insuficiência respiratória em pacientes com covid-19. Entretanto, não é o único a investigar nesta linha, já que existem diferentes consórcios internacionais cujo objetivo é identificar características genéticas de risco da Covid-19. Desta maneira, futuros estudos permitirão aprofundar estes resultados”, completa o ministério.

 
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