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Trump anuncia tarifa recíproca de 10% contra o Brasil
Medida entra em vigor no sábado e busca “equilibrar” cobranças sobre produtos norte-americanos
02/04/2025 21h35
Por: Portal SRN
Imagem: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), confirmou a aplicação de uma tarifa recíproca de 10% sobre produtos brasileiros. É o mesmo patamar que Trump alega que o Brasil cobra de bens norte-americanos. A taxa será a mesma para todos da América Latina, exceto Venezuela e Nicarágua. Entra em vigor no sábado (5).

Para países que cobram mais de 20% dos produtos dos EUA, Washington D.C. aplicará uma taxa recíproca equivalente à metade. A China, por exemplo, será taxada em 34%. A UE (União Europeia), em 20%. “Isso é meio recíproco, não totalmente recíproco”, disse Trump ao anunciar a medida na Casa Branca. O decreto que estabelece as tarifas foi assinado nestaquarta-feira (2). 

Segundo o republicano, a política tarifária é uma “declaração de independência econômica” dos EUA. Também descreveu o anúncio como “um dos momentos mais importantes da história norte-americana”. 

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As novas taxas serão aplicadas em duas fases:

TARIFAÇO DE TRUMP

A política comercial de Donald Trump atingiu seu ápice nesta 4ª feira (2.abr), com o início da cobrança das tarifas recíprocas. O presidente apelidou a data de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”, em português) porque, segundo ele, marca o momento em que os EUA se libertam do que ele chamou de comércio estrangeiro “injusto”.

O republicano aplicou diversas tarifas sobre produtos e parceiros comerciais desde o início de seu 2º mandado, em 20 de janeiro, com o objetivo de fortalecer a economia do país, reverter deficits comerciais e recuperar a competitividade da indústria norte-americana.

A 1ª medida tarifária foi anunciada em 1º de fevereiro. Na ocasião, Trump aplicou 25% sobre produtos do México e do Canadá com a justificativa de que os países eram responsáveis pela chegada de “inúmeros e horríveis” imigrantes aos EUA, pela entrada de drogas no país e pelo deficit nas contas públicas.

O pacote entrou em vigor em 4 de março, depois de negociações com a presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), e o então primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (Partido Liberal, centro-esquerda).