
Abatedouros clandestinos oferecem riscos de maus tratos a animais e de saúde para seres humanos, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi).
O órgão orienta que pessoas que consomem carne, se certifiquem de comprar o alimento em locais com funcionamento autorizado pelos órgãos responsáveis.
"O objetivo principal é a defesa da saúde das pessoas. Às vezes pode até ser mais barato o preço de uma carne bovina, mas que foi abatida de forma ilegal, que vai trazer riscos seríssimos para as pessoas", explicou o secretário Fábio Abreu, da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada).
No caso dos estabelecimentos que comercializam seus produtos no Piauí, a Adapi é a responsável pelo registro e por garantir que as normas de segurança alimentar e ambiental sejam seguidas.
Para operar dentro da legalidade, todo estabelecimento que produz ou beneficia produtos de origem animal destinados à alimentação humana, deve estar registrado em um serviço de inspeção, seja municipal, estadual ou federal.
De acordo com o médico veterinário Gerlan Vieira, também fiscal estadual agropecuário e gerente de inspeção da Adapi, os responsáveis por um abatedouro ilegal podem ser enquadrados por crime ambiental, crime de maus tratos aos animais e oferta de alimento sem inspeção, dentre outras tipificações penais.
O Ministério da Agricultura, por meio do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), prevê multa de até R$ 500 mil para as empresas com irregularidades no fornecimento alimentos sem inspeção. O valor de uma multa ambiental, no entanto, pode ser de até R$ 50 milhões.
Para denunciar abatedouros suspeitos no Piauí, a Adapi disponibiliza o contato (86) 9 9462-1644.
O abate clandestino também afeta negativamente os produtores que cumprem as normas legais. De acordo com as autoridades, a prática ilegal compromete a competitividade do setor, prejudicando os produtores corretos que operam dentro das regulamentações estabelecidas.
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