A taxa de poupança do Brasil atingiu 14,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024. Representa uma queda em relação aos 15% do ano anterior e continua o ciclo de retração observado desde 2022. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A taxa representa a parcela do PIB relacionada à renda de empresas, de famílias e do governo que não é gasta em consumo final. Seria uma espécie de “acúmulo” que não é efetivamente desembolsado, calculado com base em tudo que foi produzido na economia.
Apesar de terem o mesmo nome, o indicador apresentado no infográfico acima não se relaciona com a caderneta de poupança, o investimento de renda fixa.
O atual cenário se dá por alguns fatores centrais:
“A poupança é gerada pelo deficit fiscal desses últimos anos e também uma poupança cada vez menor das famílias, que têm aumentado os seus gastos em relação à sua renda”, disse ao Poder360 o economista e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) Ecio Costa.
Segundo ele, a maior explicação para a queda na taxa de poupança está relacionada às políticas fiscais do poder público.