Brasil Governo federal
Governo diz que seis em cada dez adultos beneficiários do Bolsa Família estão acima do peso
Em 17 anos, a proporção de adultos com obesidade mais que dobrou no Brasil, segundo o governo federal
11/03/2025 08h08
Por: Portal SRN Fonte: R7 / Edição Portal SRN
Plano de Segurança Alimentar foi divulgado no último dia 5 - Arquivo/Agência Brasil

Cerca de 3 milhões de adultos beneficiários do programa Bolsa Família estão acima do peso, segundo dados do governo federal. Essa quantidade corresponde a 64% das pessoas com mais de 18 anos que recebem o benefício e passam por acompanhamento nutricional (4,76 milhões de pessoas).

Além disso, a condição de sobrepeso e obesidade afeta aproximadamente 583 mil crianças de 0 a 5 anos (14,7% dos 3,97 milhões de acompanhados) e 627 mil adolescentes até 17 anos (28% dos 2,24 milhões monitorados)

Os dados foram apresentados no 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que estabelece estratégias e iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional. Com o plano, o governo federal busca aumentar o consumo de alimentos in natura, reduzir o uso de ultraprocessados, além de promover ambientais que incentivem a alimentação adequada para prevenir todas as formas de má nutrição (desnutrição, sobrepeso, obesidade e carências de micronutrientes).

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Para lidar a prevenção do sobrepeso, o plano sugere a adoção de ações de desestímulo ao consumo de alimentos ultraprocessados, enfrentamento ao preconceito com pessoas com obesidade e promoção de alimentação adequada e saudável no ambiente escolar, incluindo escolas rurais e das comunidades e territórios de povos e comunidades tradicionais.

Em 17 anos, a proporção de adultos com obesidade mais que dobrou no Brasil, saltando de 11,8% para 24,3%, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco, que considera os anos de 2006 a 2023. O resultado indica que 25% dos adultos das capitais do país estavam obesos.

“Esses dados expõem outra preocupante dimensão da insegurança alimentar: a obesidade é fator de risco para diversas doenças crônicas não transmissíveis, muitas vezes associadas a padrões alimentares inadequados”, diz o documento.