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Golpes virtuais em alta no Brasil: vítima perdeu R$ 14 mil em fraude jurídica
Criminosos se passam por advogados
22/02/2025 07h37
Por: Portal SRN Fonte: SBT News
Imagem: Reprodução

A cada dois segundos e meio, golpistas na internet tentam fazer novas vítimas. Esse crescimento da criminalidade digital reforça a necessidade de cuidados redobrados ao navegar na internet e utilizar aplicativos bancários.

Um exemplo recente desse tipo de crime aconteceu com a comerciante Edna dos Santos, que perdeu R$ 14 mil no dia 6 de janeiro. Criminosos se passaram por funcionários de um escritório de advocacia e informaram que ela havia vencido uma ação na Justiça."Eu tinha uma causa, eles falaram que eu tinha ganho um valor. Fiquei até feliz, quem não ficaria? E aí começou toda a situação", relata Edna.

Os golpistas enviaram links que, segundo eles, deveriam ser utilizados junto ao aplicativo do banco para receber a quantia. No entanto, o que a vítima não sabia era que, ao acessar os links e digitar suas credenciais bancárias, estava, na verdade, transferindo seu próprio dinheiro para os criminosos.

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"Entrei no link, vi meu endereço, meu nome, vi tudo. Eu me senti segura. Acreditei que estava recebendo o pagamento, mas, pelo contrário, acabei transferindo meu dinheiro para eles", lamenta.

Casos como esse têm se tornado cada vez mais frequentes. Segundo a Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor, os crimes digitais aumentaram 45% no ano passado em relação a 2023. Uma em cada quatro pessoas no Brasil sofreu tentativa de golpe, e cerca de 50% dessas tentativas foram bem-sucedidas.

De acordo com uma pesquisa da Serasa Experian, em novembro do ano passado, pelo quinto mês consecutivo, o Brasil ultrapassou a marca de um milhão de golpes evitados. Especialistas recomendam medidas como restringir o compartilhamento de dados pessoais na internet e não agir por impulso diante da pressão dos golpistas.

Um perito em crimes digitais alerta que a melhor forma de evitar cair nesses golpes é conversar com alguém de confiança antes de tomar qualquer decisão. "Converse com alguém de fora da situação. Essa pessoa pode perceber que se trata de um golpe, pois 90% das vítimas, depois que caem, percebem o erro e dizem: ‘Ah, se eu tivesse prestado atenção!’", explica.

Além disso, ele recomenda verificar a informação em, pelo menos, três canais diferentes, como ligar para o banco e enviar e-mails para confirmar a autenticidade da oferta antes de realizar qualquer transação bancária. "Porque, a partir do momento em que o dinheiro sai da sua conta, não volta mais", enfatiza.