Deputados de oposição ao governo Lula apresentaram nove requerimentos com pedidos de informação ao ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, para obter mais informações sobre o programa Cozinha Solidária e a atuação da ONG Movimento Organizado para Vencer, Educar e Realizar (MOVER).
Como mostramos, a ONG Movimento Organizacional Vencer, Educar e Realizar firmou um contrato de 5,6 milhões de reais com o Ministério do Desenvolvimento Social para distribuir quentinhas a pessoas em vulnerabilidade social. Contudo, não há sinais de produção e distribuição de alimentos nos endereços informados ao governo federal das entidades contratadas pela organização para fazer o serviço, segundo informações do jornal O Globo.
Sediada em São Paulo, a Mover Helipa é comandada por José Renato Varjão, ex-assessor do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP).
Segundo o jornal, a ONG subcontratou, no âmbito do programa Cozinha Solidária do governo Lula, uma série de entidades pertencentes a atuais ou ex-integrantes de gabinetes petistas, como a Cozinha Solidária Madre Teresa de Calcutá, do bairro Jardim Varginha, na zona sul da capital paulista, para produzir e distribuir quentinhas a moradores de rua.
O Ministério do Desenvolvimento Social afirmou que já adotou todas as providências sobre o caso. O partido Novo apresentou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a tomada de providências e deputados de oposição também solicitaram uma investigação do caso pela Procuradoria-Geral da República (PGR)
“Tal prática, se confirmada, configura uma grave violação da confiança pública e desvio de recursos que são destinados a um dos mais importantes programas sociais do país”, disse a deputada Clarissa Tércio (PP-PE), uma das autores dos requerimentos de informação.
“Diante da gravidade das denúncias e visando assegurar a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, é imperativo que este Parlamento obtenha esclarecimentos detalhados sobre os contratos firmados, os critérios de seleção das ONGs, os mecanismos de fiscalização adotados e as medidas tomadas para apurar e corrigir eventuais irregularidades”, complementa a deputada Júlia Zanatta (PL-SC), em outro pedido de informação.